Na Pequena África, um museu que conecta memória, território e cultura viva – do passado ao presente
No coração da Gamboa, o Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (MUHCAB) é um convite para atravessar camadas da história negra no Brasil. Mais do que um espaço expositivo, o museu propõe uma experiência que conecta território, ancestralidade e cultura viva. A seguir, reunimos 6 motivos para incluir o MUHCAB no seu roteiro pelo Rio de Janeiro.
Visitar o MUHCAB é acessar um dos territórios mais simbólicos da presença negra no país. A região, marcada pela chegada de africanos escravizados, também é palco de resistência, cultura e afirmação identitária ao longo dos séculos.
O MUHCAB vai além das paredes. Ele se estrutura como um museu de território, tendo como marco zero o Cais do Valongo, Patrimônio Mundial da UNESCO. A proposta é interpretar a Pequena África como um grande acervo a céu aberto, conectando pontos como a Pedra do Sal e o Morro da Providência.
Aqui, cada rua, cada vestígio urbano, carrega histórias que foram, muitas vezes, “soterradas” – e que o museu ajuda a resgatar e reinterpretar.
Com cerca de 2.200 itens, o acervo do MUHCAB reúne objetos arqueológicos, documentos, fotografias, pinturas e esculturas que revelam a presença negra na formação do Brasil. Entre os destaques, estão obras de artistas como Heitor dos Prazeres e Nelson Sargento, além de coleções históricas importantes, como o acervo da atriz Ruth de Souza e registros do antigo Centro Cultural José Bonifácio.
Além da exposição permanente, o MUHCAB recebe mostras contemporâneas que ampliam o debate sobre identidade, ancestralidade e questões atuais da população negra. A programação traz diferentes linguagens e perspectivas, mantendo o museu em diálogo constante com o presente.
O MUHCAB também é um espaço de formação. Oficinas, cursos, encontros e atividades educativas fazem parte de uma programação que valoriza o protagonismo negro e promove a troca de saberes. Como museu socialmente responsável, a instituição atua diretamente na construção de conhecimento e no fortalecimento de comunidades.
A cultura pulsa no pátio do museu. As rodas de samba são presença frequente na programação e transformam o MUHCAB em um ponto de encontro da cultura carioca. Mais do que entretenimento, é uma celebração de heranças afro-brasileiras que seguem vivas e em movimento.
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Quer viver essa experiência com mais profundidade?
Conheça os roteiros da Diaspora.Black pela Pequena África, que incluem a visita ao MUHCAB e revelam histórias que não estão nos livros. Vem com a gente.
23/03/2026